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terça-feira, 13 de março de 2012

DIQUE DO TORORÓ - SALVADOR



Dique do Tororó - Salvador, Bahia


As oito grandes esculturas de Orixás sobre o espelho d´água, assinadas pelo artista plástico Tati Moreno, conferiram ao Dique do Tororó o título de novo cartão-postal de Salvador, atraindo turistas e moradores.

O espaço é bastante procurado também para a prática de esportes e para o lazer, oferecendo pistas de cooper, raias para remo, decks para pesca, playground e palco para shows.

O Dique do Tororó é localizado numa das avenidas mais movimentadas da cidade, a Vasco da Gama. As oito esculturas chamam à atenção de quem passa por lá.

Desde a época colonial, a população de Salvador tinha por hábito se abastecer nas águas do dique. Uma tradicional quadrinha, popular até os dias de hoje, canta:

 "Eu fui ao Tororó
Beber água e não achei
Encontrei linda morena
Que no Tororó deixei"




Artista Plástico: Tati Moreno


  Fotos:  Girardi Photos, Maurício Valverde, Célia Cerqueira, 
 Daniela silva, Venessa, Jota freitas, Carlos Sá

quinta-feira, 8 de março de 2012

IANSÃ / OIÁ






Iansã é também chamada Oiá, o nome Oiá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger, este rio é  imponente e atravessa todo o país.  Esse rio é a morada da mulher mais poderosa da África negra, a mãe dos nove orum, dos nove filhos, do rio de nove braços, Ìyá Mésàn- Iansã.

Iansã é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Ela sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza a sua raiva, o seu ódio.

Iansã , segundo a mitologia, é um orixá muito forte, enfrentando a tudo e a todos por seus ideais. Não aceita a submissão ou qualquer tipo de prisão. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com todas as actividades relacionadas com o homem, que são desenvolvidas fora do lar.

Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso.

Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais.

Iansã é a Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim e com varetas de bambu.

Seus símbolos são: os chifres de Búfalo, um Alfanje, Adaga, Eruexim.


Dia: Quarta-feira
Cores: Vermelho, Rosa, Amarelo
Domínios: Tempestades, Ventanias, Raios, Morte
Saudação: Epahei Iansã / Epahei Oiá


 

XANGÔ

Xangô, Rei de Oyó



Xangô,  pode ser descrito sob dois aspectos: histórico e divino.

Xangô em seu  aspecto histórico.

Xangô teria sido o terceiro Aláàfìn Òyó, “Rei de Oyó” , filho de Oranian e Torosi, a filha de Elempê, rei dos tapás, aquele que havia firmado uma aliança com Oranian. Xangô cresceu no país de sua mãe, indo instalar-se, mais tarde, em Kòso (Kossô), onde os habitantes não o aceitam por causa de seu caráter imperioso; mas ele conseguiu, finalmente, impor-se pela força. Em seguida, acompanhado pelo seu povo, dirigiu-se para Oyó, onde estabeleceu um bairro que recebeu o nome de Kossô. Conservou, assim, seu título de ba Kòso, que, com o passar do tempo, veio a fazer parte de seus oríkì.

Xangô em seu aspecto divino.

Xangô, no seu aspecto divino, permanece filho de Oranian, divinizado, porém, tendo Yamase como mãe e três divindades como esposas: Iansã, Oxum e Oba.

Acredita-se que Xangô é viril, castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitosos, por isso, Xangô está ligado a Justiça e questões jurídicas.

O símbolo de Xangô é o machado de duas laminas estilizado, o é (oxé), que seus elégùn (iniciados do Candomblé)  trazem nas mãos quando em transe. Lembra o símbolo de Zeus em Creta.
Xangô é o Orixá dos reis, dos justos e dos poderosos. Ele próprio foi um rei guerreiro que conquistou reinos e enriqueceu seu povo.

O seu trabalho entre os homens é cobrar de quem deve e premiar a quem merece, agindo sempre com sabedoria, justiça e poder.



Dia da Semana: Quarta Feira
Cores: Vermelho e Branco ou Marrom e Branco ou somente marrom ou vermelho,
Saudação: Kaô Kabecilê
Elementos: Fogo (grandes chamas, raios), formações rochosas.







segunda-feira, 5 de março de 2012

OXÓSSI




Seu habitat é a floresta, sendo simbolizado pela cor verde na umbanda, e recebendo a cor azul clara no candomblé.  Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas no trabalho e desemprego. Afinal, a busca pelo pão de cada dia, a alimentação da tribo, costumeiramente cabe aos caçadores.

Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só".

O dia da semana a ele consagrado a Oxossi é a quinta-feira. 
Sua saudação: Okê Arô

OXALUFAN


Oxalufan


Oxalá é o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço (chamado Oxaguian) e velho (chamado Oxalufan).

Oxalufan é o princípio da criação, o vazio, o branco, a luz, o espaço onde tudo pode ser criado, e também a paz, a harmonia, a sabedoria que vem depois do conflito (Oxaguiã). O fim do círculo e o recomeço. Oxalufan é o compasso da terra, Oduduwá. Caminha apoiado em seu cajado cerimonial,(Opaxoro) que é também o símbolo da ligação que ele estabeleceu entre o Orun (céu) e o Ayê (terra). O grande pai ioruba, considerado a bondade masculina.

Considerado como o Orixá da Paz, da paciência, tudo que se  refere à Oxalá é ligado a calma e a tranquilidade. Sua cor é o branco e seus filhos não podem usar roupa preta, vermelha e tons escuros. Seu dia da semana é a sexta-feira. A ele pertencem os metais e substâncias brancas como a prata.






OXAGUIAN

 

Oxaguian



Oxaguian é apontado como o aspecto jovem de Oxalá,  Oxaguian, "o moço", na sua forma "guerreira" de Oxalá, carrega uma espada, cheio de vigor e nobreza.

Na mitologia Yorubá, os Orixás associam-se a cidades ou regiões africanas, que seriam regidas ou favorecidas por seu respectivo Orixá. Seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, ou Rei de Ejigbo.
Orixá do dinamismo e movimento construtivo, da cultura material. Seu domínio são as lutas diárias por sustento e trabalho e a paz. Oxaguian incentiva o trabalho e a superação. Oxaguian é o provedor, é o guerreiro da paz. Nunca entra numa batalha para perder, sempre ganhando suas lutas e superando quaisquer obstáculos.
É sempre retratado como um guerreiro forte, astuto e conquistador, Oxaguian rege as inovações, a busca pelo aprimoramento, o inconformismo. É um Orixá relacionado com o sustento do dia a dia, gostando de mesa farta. Seu sustento vem do fundo da terra ou da floresta. Ele detém todas as armas e as usa para alcançar seus objetivos. Sua comida favorita é o inhame. Sendo orixá das inovações e invenções, criou para si o pilão, de tal forma que pudesse saborear seu prato favorito.

Diz-se que enquanto Ogum fornece meios (ferramentas e armas) Oxaguian fornece inteligência e vontade para vencer. Representa o início de um movimento.

O dia da semana consagrado a Oxaguian é a sexta-feira.



OXUMARE



 Oxumare


É o Orixá da mobilidade, a atividade, uma de suas funções é a de dirigir as forças que dirigem o movimento. Ele é o senhor de tudo que é alongado. O cordão umbilical que está sob o seu controle, é enterrado, geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore.

Ele representa também a riqueza e a fortuna, um dos benefícios mais apreciados no mundo dos iorubás.

É o símbolo da continuidade e da permanência, algumas vezes, é representado por uma serpente que morde a própria cauda.

Enrola-se em volta da terra para impedí-la de se desagregar. Rege o princípio da multiplicidade da vida, transcurso de múltiplos e variados destinos.

Sua nação é o Jeje, onde é considerado como Dan, e tido como rei do povos Djedje.

OGUM





Ogum é um orixá importantíssimo na África e no Brasil. Sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.

Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exu, seu irmão

Protege também as portas de entrada das casas e templos.

Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.

O dia da semana consagrado a Ogum é a terça-feira, que coincide com o dia dedicado pelos romanos a Marte, o deus da guerra.


sexta-feira, 2 de março de 2012

OXUM

OXUM NAS PALAVRAS DE CRIS D´OSUN



Falar desse orixá para mim, é reverenciá-la todos os dias e agradecer por tudo que ela proporciona em minha vida.
Mãe da água doce, deusa da candura,dona do ouro e da prosperidade, de uma beleza fascinante , cuida da criança ainda no ventre de sua mãe.
Oxum é amor, amor verdadeiro , ela está ligada também a magia e com as Yámi Oxorongá aprendeu a arte da magia e dos feitiços. Os filhos de Oxum são bem ligados a essa arte.
Oxum é muito presente em nossas vidas porque fomos gerados no útero materno, então temos contato com ela desde a concepção, Exú entregou a regência da fecundação a ela, que vai cuidar do embrião, até o seu nascimento.
Exú tinha o poder, dado por Ifá, da adivinhação, mas não queria passá-lo a Oxum que com muita astúcia e com o que aprendeu  das Yámi Oxorongá consegue saber o segredo do jogo.
Ela conta a seu pai Oxalá que tomara o segredo do jogo de búzios, Ifá se admira com sua astúcia e coragem então deu a ela a regência junto com Exú do jogo de búzios.
Oxum é um orixá muito imponente, graciosa, adora crianças pequenas como a maioria de seus filhos.
Orixá que enfeita seus filhos de ouro, que encanta também seu filho Logun-Edé.
Cris d´Osun